Tory Burch Fall 2026 atualiza clássicos e consolida luxo de permanência na New York Fashion Week

Inspirada por arquétipos pessoais e por Bunny Mellon, a coleção Fall/Winter 2026 propõe um luxo baseado em estrutura, instinto e longevidade.

Moda // Other Side
por Caíque Nucci
Fevereiro, 2026

A coleção Fall/Winter 2026 da Tory Burch foi apresentada no Breuer Building, atual sede da Sotheby’s em Nova York. O desfile partiu de duas referências recorrentes no repertório da estilista: seu pai e Bunny Mellon.

A proposta investiga como roupas atravessam o tempo e são reinterpretadas em novos contextos. Em vez de ruptura, a coleção trabalha deslocamento. Elementos conhecidos aparecem com ajustes de proporção, material e composição.

As calças de veludo cotelê inspiradas no guarda-roupa do pai de Burch surgem em novas cores e são combinadas com malhas de lã e camisas de colarinho estruturado. A alfaiataria mantém linhas definidas e dialoga com acessórios de presença marcada.

Os cintos trançados em couro atravessam a coleção como ponto de continuidade. A construção manual e o uso recorrente nos looks indicam a intenção de integrar função e ornamentação. O couro cinza aparece em saias e calçados, ampliando a paleta tradicional da marca.

A bolsa Bunny Knot retoma um objeto encontrado na casa de Bunny Mellon e transforma o detalhe em código de coleção. O quilting e o hardware ampliado reforçam a ideia de reinterpretar referências pessoais dentro de uma escala contemporânea.

Vestidos drop-waist, com influência de décadas anteriores, são apresentados em tecidos mais densos e com construção menos delicada do que em coleções anteriores. A mudança aponta para uma abordagem menos decorativa e mais estrutural.

No campo produtivo, a marca informa que mais de 95 por cento do couro utilizado é proveniente de curtumes certificados pelo Leather Working Group. A empresa também integra materiais reciclados e alternativas de base biológica em linhas específicas, além de manter a atuação da Fundação Tory Burch no apoio a mulheres empreendedoras.

A coleção consolida um movimento já perceptível na marca: retornar aos seus próprios códigos e ajustá-los ao momento atual. O resultado não busca nostalgia nem ruptura. Propõe continuidade com revisão.

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