BOSS revisita el Año del Caballo a partir del arte chino en oro

La propuesta parte de un encuentro preciso entre dos universos de rigor técnico. De un lado, el arte chino, marcado por siglos de conocimiento manual y simbólico. Del otro, la herencia de la sastrería alemana que sustenta la identidad de la BOSS.

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Caíque Nucci
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La aproximación entre la moda contemporánea y las culturas ancestrales se ha vuelto cada vez más estratégica. Menos como gesto decorativo, más como investigación de procesos, símbolos y técnicas que atraviesan el tiempo. Es dentro de este contexto que la BOSS presenta su colección cápsula dedicada al Año del Caballo, construida a partir del diálogo con la orfebrería tradicional china en oro.

La propuesta parte de un encuentro preciso entre dos universos de rigor técnico. De un lado, el arte chino, marcado por siglos de conocimiento manual y simbólico. Del otro, la herencia de la sastrería alemana que sustenta la identidad de la BOSS. La colección nace justamente de ese cruce, donde la tradición y la industria no se anulan, sino que se reorganizan en un lenguaje contemporáneo.

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A campanha é protagonizada pelo nadador olímpico e campeão mundial Wang Shun, cuja trajetória esportiva reforça a leitura conceitual do projeto. No zodíaco chinês, o Cavalo está associado à força em movimento, à perseverança e ao impulso de avanço. Wang Shun incorpora esse imaginário com naturalidade, não como símbolo literal, mas como corpo disciplinado em estado de progressão contínua. O filme da campanha articula esse paralelismo ao combinar imagens de cavalos galopando, do forjamento do ouro e da potência física do atleta, criando uma narrativa que fala de resistência, ritmo e construção de futuro.

No design, a coleção traduz técnicas clássicas da ourivesaria chinesa como cinzelamento, gravura, cloisonné, filigrana e granulação em padrões gráficos e tratamentos de superfície. Essas referências aparecem em jaquetas, malhas, camisetas, polos, jeans e underwear, aplicadas por meio de estampas integrais, bordados em camadas e acabamentos que simulam relevo e profundidade.

A paleta de cores parte do vermelho, branco e preto, tradicionalmente associados à simbologia e à estética festiva, enquanto linhas douradas surgem como acentos visuais que equilibram opulência histórica e sobriedade contemporânea. O destaque da cápsula é uma jaqueta de couro com zíper e recortes a laser, desenvolvida para reproduzir o efeito escultural do cinzelamento artesanal, criando uma peça onde técnica industrial e memória manual coexistem.

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Essa lógica se estende a coletes em jacquard, suéteres de veludo texturizado e jeans com impressão a laser, reforçando o interesse da marca em reinterpretar o artesanato não apenas como ornamento, mas como método aplicado à construção do vestuário. Cada peça recebe ainda um nome de inspiração chinesa, incorporando linguagem e herança cultural ao uso cotidiano.

Ao lançar a coleção cápsula do Ano do Cavalo, a BOSS se posiciona dentro de um movimento mais amplo do luxo atual. Um luxo que entende tradição como tecnologia cultural e o passado como matéria-prima para inovação. Aqui, o brilho do ouro deixa de ser apenas decorativo e passa a operar como código de memória, precisão e continuidade no presente.

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O artista uruguaio Mauro Cosenza @mauro_cosenza, formado no circo e no teatro físico, apresentou Neo Botanica na Load Gallery @load.gallery

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