SPFW N60: Dario Mittmann

Con la colección “MONOPOLY: YOUNG MONEY!”, el diseñador propone una crítica visual y conceptual al capitalismo tardío y a las estructuras de poder que moldean el imaginario de la moda.

Sarah Rocksane Araujo

Escrito por Sarah Rocksane Araujo

Redacción, Moda y Belleza

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En la 60ª edición de la São Paulo Fashion Week, Dario Mittmann reafirma su posición como una de las voces más inquietas de la moda brasileña contemporánea. Con la colección “MONOPOLY: YOUNG MONEY!”, el diseñador propone una crítica visual y conceptual al capitalismo tardío y a las estructuras de poder que moldean el imaginario de la moda —transformando el juego de tablero Monopoly en un campo de batalla estético entre el “old money” y el “new money”. El resultado es una pasarela-ciudad, un tablero tridimensional donde el camp y la subversión pop se encuentran para repensar lo que significa “vencer” en un sistema de consumo saturado.

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O desfile se estrutura como uma narrativa lúdica e provocativa. Trinta looks desfilam sobre um tabuleiro reconstruído como São Paulo imaginária, com casas nomeadas em português e projeções digitais que ampliam a imersão. A cenografia (ao mesmo tempo irônica e grandiosa) transforma o público em jogador. Cada modelo é uma peça em movimento, uma metáfora do sujeito contemporâneo entre a ambição e o excesso.

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Camisas com gravatas da mesma textura, calças que fundem jeans e alfaiataria, cintos-gravata e bolsas que simulam black cards constroem um vestuário de ironia calculada. São roupas que questionam, com humor, as armadilhas da elegância tradicional. Tênis em forma de pantufas e elementos robóticos completam a equação, embaralhando os códigos do luxo e do conforto, da seriedade e do jogo.

Ao contrário da caricatura, Mittmann não ridiculariza o sistema, ele o performativiza. A coleção não é apenas moda: é uma reflexão sobre o desejo, a conquista e a circulação do capital simbólico. O jogo do vestir é o próprio jogo do poder.Dario combina impressão 3D, estamparia digital e bordados manuais, equilibrando a tecnologia com o toque humano. A colaboração com Repreve e Santista, que fornecem tecidos reciclados de garrafas PET, introduz um viés sustentável e experimental. O luxo, aqui, não está no brilho do metalizado, mas no conceito de reciclar símbolos e matérias.

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IMAGENS PASSARELA 

Créditos: Gabriel Cappelletti/ Marcelo Soubhia / Marcelo Soubhia /Ze Takahashi @agfotosite

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Karoline Georges @karolinegeorges.art é uma artista canadense que trabalha na interseção entre imagem, tecnologia e narrativa.

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