SPFW N59: Lino Villaventura

A passarela vira rito, e as modelos, ninfas silvestres, desfilando em verdes, marrons e roxos de flor noturna.

Sarah Rocksane Araujo

Texte de Sarah Rocksane Araujo

Rédaction, Mode et Beauté

Écoutez l'article

0:00 / 0:00Narration de CompletePT

Sob um céu de tempestade cenográfica, Lino Villaventura costurou mitologias com a agulha da memória e o fio da invenção. Tecidos sussurravam segredos antigos em microplissados de seda, algodão que sabiam do chão e peles de cobra renascidas em mapas de cor.

A passarela vira rito, e as modelos, ninfas silvestres, desfilando em verdes, marrons e roxos de flor noturna. Seus vestidos dançavam com o ar, feitos mais de vento do que de pano. Cada peça, uma história bordada à mão: Carmelita vestia um mosaico de retalhos que parecia ter sonhado cores. Entre cortes, nervuras e estruturas, o corpo ganhava arquitetura. Arte vestível. Roupa que pulsa. Moda como encantamento.

__wf_reserved_inherit
Fotos: @agfotosite

Veja os principais highlights do desfile na experiência em Realidade Aumentada abaixo

A coleção masculina, de alma urbana, caminhava firme entre o streetwear e o espírito de floresta industrial. Cáquis suaves encontravam linhas esportivas, capas matelassadas em tons fluo piscavam como luz de cidade noturna. Os sneakers (quase totêmicos) carregavam a identidade da marca em seus passos. No final, o preto absoluto tomou a cena, não como ausência, mas como volume, sombra que revela relevo, textura que se sente com os olhos.

__wf_reserved_inherit
Fotos: @agfotosite

Lino aqui afirma que até o silêncio pode ser exuberante. E que moda, para ele, é sempre mais do que roupa: é um gesto, uma escultura em movimento, um feitiço tecido à mão.

Chargement…
Technologie Complete StudioTechnologie Complete Studio

Complete TV · Reels

Ashi Studio: “The Beginning”

Voir sur Instagram

De Complete