SP-Arte Rotas franchit la frontière et introduit l’Amérique latine dans la conversation

Dans sa cinquième édition, la foire née pour regarder le Brésil hors de l’axe Rio‑São Paulo accueille des galeries d’Uruguay, d’Argentine, de Colombie et d’Italie, et réunit 70 maisons dans l’ARCA du 26 au 30 août.

Texte de

Caíque Nucci14 août 2026
Caíque Nucci

Texte de Caíque Nucci

Fondateur · 14 août 2026

A SP-Arte Rotas chega à quinta edição fazendo o que se propôs desde 2022, e um pouco mais. A feira nasceu para mergulhar na arte brasileira produzida longe do eixo Rio-São Paulo, e nesta edição estende o gesto para os vizinhos: entram galerias do Uruguai, da Argentina, da Colômbia e da Itália, dando sequência ao movimento de expansão começado em 2025. São 70 galerias, além de museus e projetos especiais convidados, na ARCA, em São Paulo, entre 26 e 30 de agosto.

La règle de la maison reste la même et c’est ce qui distingue Rotas d’une foire ordinaire : chaque stand propose un projet inédit, développé spécialement pour l’événement. Ce n’est pas une vitrine du fonds, mais une proposition curatoriale par galerie. En pratique, cela met en lumière des artistes et des mouvements qui ne circulent qu’au niveau régional, ainsi que des noms qui apparaîtront encore.

Qui vient de l'extérieur

L'expansion latino-américaine apporte Sur, d'Uruguay, Barro, Isla Flotante et W-galería, d'Argentine, ainsi que Casa Zirio, de Colombie. L'italienne Orma complète l'équipe étrangère.

Parmi les nouvelles venues brésiliennes figurent Apartamento 61, Boi, Casa do Povo, Casa Seva, Errol Flynn, Gruta, Jaider Esbell, Lucas Recchia, Midlej, Ocupá, Pórtico et Refresco. Elles partagent les couloirs avec des maisons au parcours long, telles qu’Almeida & Dale, Casa Triângulo, DAN, Flexa, Galatea, Gomide&Co, Luciana Brito, Marilia Razuk et Vermelho.

Antônio Poteiro, "Homenagem a 50 Anos de Pintura de Chico da Silva", 1984
Antônio Poteiro, « Hommage aux 50 ans de peinture de Chico da Silva », 1984

Le panorama brésilien du salon constitue son argumentaire. On y trouve Lima, de São Luís do Maranhão, Karandash, d’Alagoas, Cave et Leonardo Leal, du Ceará, Marco Zero, du Pernambuco, Paulo Darzé et Midlej, de Bahia, ainsi que Cerrado et Karla Osório, du Centre‑Ouest.

Les projets qui expliquent la foire

Quatro deles dizem bem o que a Rotas quer ser. O Sertão Negro é o ateliê-escola fundado por Dalton Paula em Goiânia, e que completa cinco anos em 2026, a mesma idade da feira. A Galeria Ocupá trabalha para criar pontes entre a Zona Sul carioca e artistas de territórios periféricos do Rio de Janeiro. A Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea é um espaço coletivo independente em Boa Vista, Roraima, dedicado à produção de artistas indígenas.

Et la Casa do Povo présente un ensemble de peintures d’artistes maxakali de l’Aldeia-Escola-Floresta, projet dans la région d’Itamunheque, à Teófilo Otoni, conçu par Sueli et Isael Maxakali.

Que voir sur les stands

A W-galería aproxima Mónica Millán, Chonon Bensho e Florencia Sadir em torno de saberes têxteis, indígenas e ancestrais, partindo do trabalho que Millán desenvolve desde 2002 com tecelãs e bordadeiras de Yataity, no Paraguai. A Leme reúne Sandra Gamarra Heshiki, Olinda Silvano Inuma e Jorge Enciso em um projeto sobre saberes indígenas latino-americanos. A Marilia Razuk articula território, natureza e memória com Manuel Brandazza, Lucia Pizzani e Lucélia Maciel.

Portas Vilaseca propose une cartographie affective du Nord et du Nord‑Est avec amorí, Marcone Moreira, Samara Paiva et Zé Carlos Garcia. Marco Zero présente une exposition curée par Cristiano Raimondi autour de l’idée d’enchantement, avec Chacha Barja, Kuenan Mayu, Rayana Rayo et Tunga. Karandash expose un aperçu de la production populaire brésilienne avec Maria Amélia Vieira, Dalton Costa, Mestre Manoel da Marinheira et Jasson.

Obra de Nelson Felix, Estande da galeria Almeida & Dale. © Júlia Thompson
Œuvre de Nelson Felix, stand de la galerie Almeida & Dale. © Júlia Thompson

A Orma, em parceria com a brasileira MaPa, une a produção histórica de Sérgio Lima à pesquisa de Luciano Maia sobre surrealismo, erotismo e narrativas amazônicas. A Mitre toma a encruzilhada como princípio curatorial, com Sandro Ayê, Gê Viana, Luana Vitra e Rafael RG. A Galeria de Artistas apresenta a individual "Canções de liberdade", de Raphael Escobar, sobre os cantos de trabalho historicamente entoados para coordenar esforço e criar senso de coletividade em atividades repetitivas.

Entre os nomes históricos, a Almeida & Dale põe lado a lado Eleonore Koch, Nelson Felix, Elena Damiani e Paulo Pasta, e a Superfície reúne Mira Schendel, Leon Ferrari, Antonio Dias e José Leonilson. A Aura mostra produção contemporânea de Uýra, Arivanio Kixelô e Ziel Karapotó. Entre as individuais, estão Arcangelo Ianelli na Frente e James Lisboa, Hiram Latorre na Martins&Montero, Antonio Poteiro na Errol Flynn, Mariana Tassinari na Danielian e Vivi Rosa na Janaína Torres.

Point de vue et le paysage élargi

No centro da feira, o setor Mirante parte da ideia de paisagem expandida, tratada menos como gênero e mais como campo para pensar as relações entre os seres humanos e o que está em volta deles. A curadoria é de Bernardo Mosqueira, e nela memória, ecologia, espiritualidade, política, história e imaginação aparecem entrelaçadas.

Qui signe la direction

La direction artistique de ce numéro est assurée par Bernardo Mosqueira, curateur, écrivain et chercheur brésilien résidant à New York. Il est fondateur et directeur artistique du Solar, à Rio de Janeiro, depuis 2015, a été conservateur en chef de l'Institute for Studies on Latin American Art entre 2023 et 2025 et a fait partie de l'équipe curatoriale du New Museum entre 2021 et 2023.

Antônio Potero, "Preservação da Natureza", 1988. Estande da galeria Errol Flyn. © Cristina Carvalhaes/Cortesia Errol Flyn
Antônio Potero, « Preservação da Natureza », 1988. Stand de la galerie Errol Flyn. © Cristina Carvalhaes/Cortesia Errol Flyn

Mosqueira a reçu le Vilcek Prize for Creative Promise in Curatorial Work en 2025 et le Prêmio Lorenzo Bonaldi per l'Arte, du GAMeC, à Bérgamo, en 2017. Elle est titulaire d'une maîtrise en études curatoriales du Center for Curatorial Studies du Bard College.

Palco SP-Arte

Le programme de conversations se déroule du jeudi 27 au samedi 29, avec des artistes, des curateurs, des collectionneurs et d’autres acteurs du secteur, ainsi qu’un espace pour le public. Parmi les invités figurent les artistes Ayrson Heráclito et Carmela Gross ainsi que la curatrice Júlia Rebouças. La programmation est signée Tamara Perlman. Pour participer, il suffit de se présenter.

Service

SP-Arte Rotas 2026, du 26 au 30 août, à l'ARCA, sur l'Avenida Manuel Bandeira, 360, Vila Leopoldina, à São Paulo. Le 26 est réservé aux invités. Les 27 et 28, le salon ouvre de 13h à 20h, le 29 de 12h à 20h et le 30 de 12h à 19h. Billets en vente à la billetterie officielle.

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